A Leila, depois de 17 anos no mercado corporativo imobiliário, resolveu encarar o desafio de empreender após o nascimento do segundo filhote. Ela é mãe de duas crianças, hoje com 6 e 3 anos, e há 4 trabalha para impulsionar sua consultoria especializada em auxiliar empresas menores no planejamento tributário. “Viajava muito como executiva, chegou um momento em que a rotina ficou inviável”. A Vivian, mãe da Paola de um aninho e hoje grávida de 4 meses, planeja empreender no mercado mobiliário Kids. “Sou arquiteta e designer de interiores, sempre trabalhei em escritório mobiliário e depois que virei mãe percebi como há poucos espaços infantis apropriados no setor corporativo. É nesse segmento que quero focar agora na Studio Um Mini, meu negócio”. A Gabriela, psicóloga, mãe de uma duplinha de 3 e 4 anos, mudou o foco depois da maternidade e passou a se dedicar à parentalidade. Ela criou a Ninguém Cresce Sozinho, que oferece atendimento psicológico a famílias e crianças que se deparam com problemas na primeira infância.
A Elabore Estratégia conversou com essas mulheres e com muitas outras que estiveram no Mãe 4.0, Empreendedorismo, Inovação, Tecnologia, organizado em São Paulo no dia 10 de maio pela aceleradora B2Mamy. Em todas essas histórias há algo comum: a maternidade e a vontade de exercer uma competência profissional e um propósito que nem sempre encontram espaço no mundo corporativo são, muitas e muitas vezes, a mola propulsora do empreendedorismo feminino que cresce exponencialmente no Brasil.
Segundo a Rede Mulher Empreendedora, mais da metade dos negócios no país, 52%, são capitaneados por mulheres. A licença maternidade também é um momento-chave nessa jornada. O intervalo parece aguçar percepções. É quando uma nova ideia surge para uma oportunidade que, muitas vezes, tem a ver com a vivência da maternidade e é percebida por causa dela. Foi assim com a Isabel, que, ao se deparar com comportamentos desafiadores do filhinho mais velho depois que o caçula nasceu, idealizou a Épica, uma rede de profissionais multidisciplinares que apoia famílias no desenrolar de momentos críticos do desenvolvimento infantil.
“Aí chega a hora de lapidar a ideia, ver se ela realmente faz sentido e mudar o mindset: tornar-se uma mulher de negócios. Aliás, ser uma mulher de negócios não significa necessariamente ter um empreendimento, significa observar, ver se o seu produto ou serviço responde mesmo a uma dor do mercado”, diz Dani Junco, idealizadora da B2Mamy.
A Elabore conversou com muita gente no evento e lista abaixo alguns pontos essenciais para essa jornada:

  • Pesquisar – é importante realizar uma pesquisa de mercado, isso ajuda a ter insights para o negócio e, inclusive, checar se ele é realmente viável.
  • Prototipar – se possível, construir um MVP – mínimo produto viável, ou seja, uma espécie de piloto, é um passo interessante para realizar eventuais ajustes.
  • Posicionar – é fundamental ter na ponta da língua o que é o negócio, para quem ele funciona, como e por que funciona. No evento, a Elabore Estratégia ajudou empreendedoras a listar as mensagens-chave do negócio e a comunicá-las de forma rápida e assertiva.
  • Autoconhecer – saber no que se é bom e assumir suas fragilidades é crucial para prosseguir com ajuda e redes de apoio.
  • Assumir – ao empreender, você é integralmente responsável pela construção de uma nova realidade. A autorresponsabilidade não pode sumir do radar.
  • Comunicar – hoje, 56% da decisão de compra acontece na internet. Assim, quem empreende precisa estar presente nas redes de forma regular, coerente e estratégica.
  • Resistir – a resiliência é uma competência fundamental ao empreender, pois críticas e problemas com certeza aparecerão. É preciso saber lidar e aprender com elas.
  • Aprender – é preciso estar atenta às inovações tecnológicas que podem ajudar a escalar seu negócio. O e-commerce, por exemplo, é fundamental aos pequenos e médios empreendedores.

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